
Em um sanitário coletivo, tudo precisa estar funcionando para garantir uma boa experiência a quem chega. Água, sabonete, secagem das mãos, limpeza. Parece óbvio. Mas, para quem está por trás da operação, garantir essa experiência exige uma rotina constante de verificação e abastecimento, e é nela que muitas vezes está o ponto de atenção que ninguém vê.
Quanto mais pontos, maior o desafio
Cada cuba adicional multiplica o trabalho. Quando cada saboneteira possui seu próprio reservatório, a equipe precisa verificar cada ponto individualmente, acessar o recipiente instalado abaixo da bancada e, quando necessário, fazer o abastecimento.
O problema é que o consumo não é uniforme. Fluxo de pessoas, disposição das cubas e facilidade de acesso fazem com que algumas posições sejam muito mais usadas que outras. Isso significa que a verificação acontece com mais frequência do que o abastecimento em si: a equipe abaixa, confere, vê que ainda há sabonete e segue para o próximo ponto.
Por isso, não basta pensar apenas na capacidade do reservatório. É preciso pensar em como a equipe vai acompanhar todos esses pontos ao longo do dia.
O que muda na prática
No sistema multiponto da Draco, o projeto é configurado conforme a distribuição das pias, e cada conjunto atende até quatro pontos simultâneos. O sabonete deixa de estar dividido em reservatórios individuais e passa a ser abastecido em um único ponto, e não em quatro. O abastecimento pode ser feito por acesso sobre a bancada ou, no formato convencional, por acesso sob a bancada.
O efeito aparece no tempo da equipe. Como a quantidade total de sabonete fica distribuída entre os pontos, o número de vezes em que é preciso verificar e reabastecer cai, no mínimo, pela metade. E o tempo dedicado ao reabastecimento passa a ser a décima parte do necessário no sistema tradicional. Dependendo da distribuição das pias, um sanitário com oito cubas, por exemplo, pode ser atendido por dois conjuntos, em vez de oito reservatórios para acompanhar.
E quando o sabonete acaba?
Para a operação, é uma ocorrência de manutenção. Para quem está usando o sanitário, é outra coisa.
O usuário aproxima a mão da saboneteira e espera que ela funcione. Quando isso não acontece, ele não pensa em reservatório, em rotina ou em equipe. Percebe apenas que algo naquele ambiente não está como deveria.
Não é um detalhe menor. Pesquisa da Tork indica que os banheiros respondem por mais de 45% das reclamações em edifícios corporativos, mais do que qualquer outro aspecto do ambiente. A experiência do cliente e sua satisfação são construídas também por esses pequenos pontos, e um sanitário limpo e funcional é parte disso.
Tecnologia pode simplificar e facilitar
É justamente nesse tipo de operação que o sistema de abastecimento multiponto pode fazer sentido. Em vez de manter um reservatório individual para cada saboneteira, um único ponto de abastecimento alimenta até quatro saboneteiras ao mesmo tempo, com o projeto configurado conforme a distribuição das pias.
Com isso, a equipe deixa de abastecer equipamento por equipamento e passa a trabalhar com uma solução centralizada. O ganho vai além da praticidade:
Rotina mais organizada. Há menos pontos para acompanhar e um único local de reposição, em vez de uma ronda por cuba.
Abastecimento mais previsível. Com o sabonete total distribuído entre os pontos, a reposição passa a seguir o ritmo da operação ao longo do dia.
Melhor uso do tempo da equipe. O abastecimento pode ser feito por acesso sobre a bancada, as intervenções abaixo dela diminuem e sobra mais tempo para as demais tarefas da conservação.
Cuidar da experiência de quem conserva é tão importante quanto cuidar da experiência de quem utiliza o sanitário.
Todo sanitário precisa de abastecimento multiponto?
Não. Em ambientes menores, com poucos pontos de utilização e uma rotina simples de manutenção, o abastecimento individual pode atender perfeitamente. Não há solução melhor em qualquer situação, há a mais adequada para cada operação.
Já quando existem várias cubas, grande fluxo de pessoas e necessidade constante de reposição, centralizar o abastecimento tende a tornar a rotina mais prática.
Por isso, antes de definir a solução, vale responder a algumas perguntas: quantas cubas precisam ser atendidas? Qual é o fluxo de pessoas naquele ambiente? Com que frequência será feito o abastecimento? Onde estarão localizados os reservatórios? Qual é o tamanho e o tempo disponível da equipe de conservação?
No final do dia, o objetivo é atender bem quem usa o espaço
Uma boa solução para sanitários coletivos é aquela que funciona de forma tão natural que quem utiliza o espaço nem precisa pensar nela. Um local limpo, com sabonete disponível, torneiras confortáveis. Limpo e funcional, o ambiente cumpre aquilo que o usuário espera dele.
Em ambientes de alto fluxo, para que isso seja realidade, existe antes um bom projeto, com a especificação correta, que considera a manutenção e a conservação do dia a dia. Entender a operação é também uma forma de cuidar de todos que passam por ela.
Se você está avaliando um projeto ou revendo a rotina de um sanitário com várias cubas, a equipe de consultores da Draco pode ajudar a dimensionar a solução a partir da realidade da sua operação. Entre em contato.
Fontes
Pesquisa Tork sobre reclamações em banheiros corporativos, citada em O impacto invisível dos sanitários na produtividade das empresas.
